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Água e o Ambiente Construído

A coleção “Água e o Ambiente Construído” tem como objetivo disseminar o estado atual do conhecimento das diferentes áreas de pesquisa pela publicação de estudos que abordam os aspectos tecnológicos, políticos, econômicos, sociais e ambientais da água e do ambiente construído. 

A pressão sobre os recursos hídricos no Brasil, é um produto do crescimento populacional, expresso em altos índices de expansão urbana, desmatamento e poluição de água, associado às alterações no clima, afetando tanto a quantidade como a qualidade de águas superficiais e subterrâneas. Diante desta realidade, torna-se necessário promover uma gestão pautada na sustentabilidade, incentivando medidas capazes de preservar nossos mananciais.

O primeiro capítulo destaca a importância do uso de modelos de previsão de demanda urbana de água como ferramenta de planejamento de recursos hídricos, seja pelo dimensionamento de sistemas de água e esgoto ou para a simulação dos efeitos de políticas públicas e programas voltados para conservação de água. 

Uma das principais ações para promover a conservação de água em edificações está na otimização das instalações hidráulicas prediais, como exemplo, pelo controle das pressões nas redes de água fria para reduzir as vazões de uso e minimizar perdas por vazamentos (Capítulo 2). Porém, para avaliar o desempenho de diferentes estratégias voltadas à conservação de água em edificações, é fundamental realizar um diagnóstico instalações prediais e usos-finais de água (Capítulo 3).

Os comitês de bacia hidrográficas possuem um papel fundamental na gestão quantitativa e qualitativa das águas. Contundo, o Capítulo 4 apresenta algumas barreiras a serem vencidas dentro do Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas em Pernambuco. Já o Capítulo 5 discorre sobre o uso do termo ‘microbacias’ e defende a importância da gestão da água dentro desta escala reduzida. 

Realmente, faz sentido avaliar os impactos ambientais gerados pela cidade dentro da escala da microbacia urbana. Observamos, nos capítulos subsequentes, o acompanhamento e monitoramento quantitativo e qualitativo de águas subterrâneas (Capítulo 6), avaliação de canais naturais (Capítulo 7) e até mesmo a detecção e quantificação de fármacos e pesticidas em águas superficiais (Capítulo 8). 

Os capítulos finais reforçam a importância de conscientizar e educar a população com o objetivo de preservar mananciais, seja por meio de um programa que contou com a participação da sociedade para identificar nascentes que precisavam ser recuperadas (Capítulo 9) ou pela educação ambiental em escola pública para a conservação de nascentes (Capítulo 10).

Este volume contou com a contribuição de pesquisadores de diferentes partes do país, trazendo de forma interdisciplinar, um amplo espectro de trabalhos acadêmicos relativos à demanda urbana de água, usos-finais de água, instalações prediais, instrumentos de gestão de água, análise de qualidade de água e educação ambiental. Por fim, desejo que esta obra, fruto do esforço de muitos, seja seminal para todos que vierem a utilizá-la.

Daniel Sant’Ana

Água e o Ambiente Construído

DOI: 10.22533/at.ed.710212701

ISBN: 978-65-5706-771-0

Palavras chave: 1. Água. I. Sant’Ana, Daniel (Organizador). II. Título.

Ano: 2021

Autores

  • ALEX LIMA
  • ARTHUR TAVARES SCHLEICHER
  • BRUNO CABRAL DOS SANTOS BOMFIM
  • CARLA CORRÊA PACHECO GOMES
  • CLEISEANO EMANUEL DA SILVA PANIAGUA
  • DÁLETE DE MENEZES BORGES
  • DANIEL SANT'ANA
  • DESIREE GONÇALVES RAGGI
  • EMANUELA BENTO DE LIMA
  • GEANE PACHECO DA SILVA FLORINDO
  • GLÊIDSON BEZERRA DE GÓES
  • JOEL CÂNDIDO DOS REIS
  • JOSÉ WILLAMY RIBEIRO MARQUES
  • KÁTIA CORREA PACHECO
  • LARISSA GABRIELA ARAUJO GOEBEL
  • LEILIANE ERMINIA DA SILVA STEFANELLO
  • LIVIA SANTANA
  • MAGNO DA SILVA
  • MATHEUS MARQUES MARTINS
  • RILDSON MELO FONTENELE
  • RÓGER COSTA FONSECA
  • ROMÁRIO CUSTÓDIO JALES
  • VANUSA MARIANO SANTIAGO SCHIAVINATO
  • VICTOR HUGO DE OLIVEIRA HENRIQUE
  • WENIL ALVES DO NASCIMENTO