Quimiodiversidade de Plantas dos Cerrados Piauienses

“[...] Animais agem, plantas produzem.”

 Swain (1974)

A biodiversidade brasileira é vista nacional e mundialmente como uma moeda de poder e riqueza, mas isso é preocupante para aqueles que pensam na preservação e devido esta inquietude, os pesquisadores envolvidos com esta publicação buscaram por meio dos estudos químicos e biológicos até então conhecidos, valorizar os Cerrados Piauienses por intermédio de algumas de suas espécies de relevância.

As espécies de Combretaceae são de interesse ímpar devido ao histórico de potencialidades farmacológicas, já conhecido, em especial dos gêneros Combretum Loeft. e Terminalia L. O presente trabalho teve como objetivo investigar a quimiodiversidade e o possível potencial biológico dos extratos das folhas de Combretum duarteanum Cambess, C. mellifluum Eichler e Terminalia actinophylla Mart. coletadas nos Cerrados Setentrional e Meridional do estado do Piauí, principalmente por conta das suas amplas e significativas distribuições geográficas. 

Considerando que os metabólitos secundários de plantas são ferramentas valiosas para a compreensão da biossíntese e desenvolvimento de novos fármacos e, em face das atividades descritas para plantas da família Combretaceae, faz-se necessário o seu estudo fitoquímico nos Cerrados do Piauí, procurando fornecer dados que contribuam para a amplitude fitogeográfica daquelas espécies, vantajosa ou não, além de atualizar suas performances quanto ao caráter se dominantes, intermediárias ou raras em termos de padrões de abundância e evidenciar características fitoquímicas importantes para o conhecimento associado.

As espécies estão distribuídas nos Cerrados Setentrional (norte) e Meridional (sul), mas de forma espaçadas, em áreas devolutas (áreas não preservadas). Combretum duarteanum e C. mellifluum, por serem espécies de pequeno porte, arbustivas, frequentemente sofrem com ações antrópicas (desmatamentos, queimadas etc.) e Terminalia actinophylla, embora apresente um porte arbóreo frondoso, simplesmente é valorizada pela qualidade de sua madeira, passando por um constante processo de desbaste para utilização em construção civil.

Outras espécies dos cerrados piauienses e outras escalas de distribuição precisam dar continuidade, fortalecendo, ou não, nossa hipótese de partida, que além de inédita e, apoiada por este trabalho, chama a atenção sobre o fato de que as condições abióticas influenciam, podendo até mascarar, os resultados fitoquímicos que se quer pesquisar, ou, erradamente, sustentar alguma 'falta de importância econômica e social, dependendo da distribuição geográfica de alguma espécie da flora dos cerrados piauienses.

Após a divulgação desses estudos, espera-se de um lado que um maior número de ensaios sejam desenvolvidos tanto em in vitro como in vivo, que os mesmos contribuam para a descoberta de novas substâncias biologicamente ativas favorecendo P&D&I, fornecendo subsídios para o desenvolvimento de pesquisas na perspectiva de cada vez mais agregar valor à biodiversidade por meio do conhecimento químico para uma utilização sustentável dessas plantas e que os cerrados marginais e ecótonos associados sejam cada vez mais valorizados, por biólogos, químicos etc..

Ruth Raquel Soares de Farias

Antonio Alberto Jorge Farias Castro

 

Quimiodiversidade de Plantas dos Cerrados Piauienses

DOI: 10.22533/at.ed.348200503

ISBN: 978-65-86002-34-8

Palavras chave: 1. Plantas – Identificação – Piauí. I. Farias, Ruth Raquel Soares de.

Ano: 2020

Autores

  • Antonio Alberto Jorge Farias Castro
  • Atendimento Editora Atena
  • Carlos Humberto Aires Matos Filho
  • Chistiane Mendes Feitosa
  • Claudia do Ó Pessoa
  • Erika Thalyta Veras Pereira
  • George Laylson da Silva Oliveira
  • Jéssica Pereira Costa
  • Márcia Denise Alves Veras
  • Mariana Helena Chaves
  • Paulo Michel Pinheiro Ferreira
  • Rusbene Bruno Fonseca de Carvalho
  • Ruth Raquel Soares de Farias
  • Samara Raquel de Sousa