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DO TARÔ EUROPEU MEDIEVAL AO TARÔ NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: SIMBOLOGIA ATRAVÉS DA EVOLUÇÃO IMAGÉTICA

O presente trabalho tem como objetivo analisar a função da linguagem visual do Tarô e seu desenvolvimento desde a Europa medieval até o Brasil contemporâneo, usando da hermenêutica simbólica, com ênfase ao estudo de Gilbert Durand, além de autores relevantes que complementam o pensar simbólico. Tem por finalidade esclarecer a evolução, o papel das imagens e os símbolos do Tarô através das artes, da religião e na espiritualidade. As lâminas, surgidas aproximadamente entre os séculos XIV e XV, retratam a vida e sociedade europeia da época, com referências religiosas, culturais e comportamentais, permitindo que ao longo de seis séculos essas imagens tenham sido ilustradas de maneiras distintas ainda que a mensagem simbólica tenha se mantido intacta. Apesar de ter sido uma prática lúdica quando do seu surgimento, o Tarô passou a representar a jornada do ser humano na busca por si mesmo, chegando aos tempos atuais como um estudo de imagens arquetípicas que permite utilizações diversas. A linguagem visual acessada a partir das cartas do Tarô se estabeleceu transcendendo a região de onde surgiram as lâminas ou a época à qual se referiam, de maneira empática, como um espelho que reflete a verdade para aquele que a procura. Nas imagens do Tarô é possível identificar chaves de análise, através das quais o homem atravessa etapas de sua vida. Ao interpretar essas imagens surgem associações para desvendar situações e entender a jornada pessoal. Portanto, o Tarô, a partir de suas ilustrações carregadas de simbologia, abarca uma representação do indivíduo no contexto pessoal, social e espiritual ao longo dos séculos, sendo utilizado na esfera artística, cultural, espiritualista e alcançando o mundo contemporâneo como um verdadeiro representante da linguagem simbólica. 

DO TARÔ EUROPEU MEDIEVAL AO TARÔ NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: SIMBOLOGIA ATRAVÉS DA EVOLUÇÃO IMAGÉTICA

DOI: 10.22533/at.ed.4832221025

Palavras chave: Comunicação; Tarô; Linguagem Imagética; Simbologia; Espiritualidade

Keywords: Communication; Tarot; Imagetic Language; Simbology; Spirituality

Abstract:

This paper aims to analyze the function of the visual language of Tarot and its development from medieval Europe to contemporary Brazil, using the symbolic hermeneutics, with emphasis on Gilbert Durand's studies in addition to authors that complement symbolic thinking. It intends to clarify the evolution and the role of Tarot images and symbols through the arts, religion and spirituality. Those blades appeared approximately between the 14th and 15th centuries and portray the European lifestyle and society at that time with religious, cultural and behavior references that allowed these images to be portrayed differently for over six centuries and still have its sybolic message intact. Eventhough it was a playful practice when it first appeared, Tarot passed to represent the journey of a human being in the search for himself, reaching present times as a study of archetypal images with many diverse uses. The visual language accessed from Tarot cards has established itself, transcending the region where those blades arose and the age they referred to, empathically, as a mirror that reflects the truth to the ones who seek it. In the Tarot images it is possible to identify keys of analysis, through which the man crosses the stages of life. While we are able to interpret those images, associations emerge to unravel situations that allow us to understand our personal journeys. Therefore, Tarot from its symbology-laden illustrations, encompasses a representation of the individual in the personal, social and spiritual contexts throughout the centuries, being used in the artistic, cultural and spiritualistic spheres, reaching the contemporary world as a representative truth of the symbolic language.

Autores

  • Kelma Mazziero