Visualizações

7

PROPRIEDADES DE CONTROLE AVERSIVO EM MANUAIS DE PSICOTERAPIA ANALÍTICO-FUNCIONAIS CONTRARIAM AS RECOMENDAÇÕES DE SKINNER E SIDMAN?

No Behaviorismo Radical, Skinner e Sidman são conhecidamente citados por seus posicionamentos contrários ao uso do controle aversivo, mantendo suas críticas com base principalmente na ineficácia e transitoriedade de seus efeitos. Entretanto, autores posteriores afirmam que existem contextos nos quais o controle aversivo não só pode ser uma alternativa justificável, como é também eficaz. Entre os contextos onde ele vem sendo usado está a psicoterapia, que possui diversas vertentes dentro da Análise do Comportamento. Entre elas, a Functional Analythic Psychotherapy (FAP) é uma modalidade de psicoterapia que utiliza a relação terapeuta-cliente como principal meio de intervenção e recurso para mudança do comportamento do cliente. No presente artigo, foram analisadas duas obras voltadas a FAP (Functional Analytic Psychotherapy: Creating Intense and Curative Therapeutic Relationships e A Guide to Functional Analytic Psychotherapy: Awereness, Courage, Love and Behaviorism) a fim de identificar elementos de controle aversivo e comapará-las com as recomendações de Skinner e Sidman. Conclui-se que a discussão a respeito do uso de controle aversivo em instâncias sociais – entre elas, a psicoterapia – é complexa, e requer a compreensão das implicações de cada uma das formas de controle possíveis no contexto da ação. Assim, embora Skinner e Sidman tenham mostrado posicionamento contrário a esta forma de controle, as análises aqui efetuadas sugerem discrepância entre o posicionamento destes autores e o desenvolvimento da psicoterapia analítico-funcional. 

PROPRIEDADES DE CONTROLE AVERSIVO EM MANUAIS DE PSICOTERAPIA ANALÍTICO-FUNCIONAIS CONTRARIAM AS RECOMENDAÇÕES DE SKINNER E SIDMAN?

DOI: 10.22533/at.ed.3032102097

Palavras chave: Controle aversivo, Psicoterapia Analítico-Funcional, Skinner, Sidman

Keywords: Aversive Control, Functional Analytic Psychotherapy, Skinner, Sidman.

Abstract:

In Radical Behaviorism, B. F. Skinner and Sidman are mostly cited for their opposing views on the use of aversive control, based on their main indications of ineffectiveness and transitoriness of their effects. However, later authors affirm that there are contexts in which aversive control not only can be a justifiable option but also an effective alternative.  Among the contexts where it can be used is psychotherapy, which has several strands within the Behavior Analysis. Among them, Functional Analytical Psychotherapy (FAP) is a modality of psychotherapy that uses a therapist-client interface as the main means of intervention and resource to change patient’s behavior. In this paper, two books were investigated, Functional Analytic Psychotherapy: Creating Intense and Curative Therapeutic Relationships and a Guide to Functional Analytic Psychotherapy: Awareness, Courage, Love and Behaviorism, in order to identify elements of aversive control in their works and to discuss them based on the recommendations of Skinner and Sidman. The conclusion is that the discussion about the use of aversive control in social instances - among them, the psychotherapy - is complex, and requires an understanding of the implications of each of the control forms. Thus, although Skinner and Sidman have shown a position contrary to this form of control, the analyzes carried out here suggest a discrepancy between the position of these authors and the development of Functional Analytic Psychotherapy.

Autores

  • Fanny Ruschel