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AVALIAÇÃO DA ESPECIFICIDADE DO ENSAIO IMUNOCROMATOGRÁFICO NO DIAGNÓSTICO DA LEISHMANIOSE VISCERAL EM CÃES NATURALMENTE EXPOSTOS EM ÁREA ENDÊMICA DA DOENÇA

a Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma doença crônica cujos dados epidemiológicos são intrigantes visto que muitos animais infectados apresentam doença grave que culmina na morte do animal, enquanto outros são assintomáticos. Em 2012, o ensaio imunocromatográfico DPP® passou a ser o teste de triagem e o ELISA confirmatório como diagnóstico oficial para a LVC. Contudo, diversos estudos relatam reatividade cruzada com outros patógenos. Por outro lado, existem pesquisas que relatam a não existência da reatividade cruzada, mas sim, coinfecção entre agentes. O presente estudo teve como objetivo comparar os resultados do DPP® em cães naturalmente infectados por Leishmania infantum em área endêmica para LVC com a soropositividade para Ehrlichia canis pelo teste ELISA. Amostras séricas de 35 cães foram submetidas ao DPP® para detecção de anticorpos anti-Leishmania infantum, sendo as amostras positivas submetidas ao ELISA para confirmação da LVC. Todas amostras foram submetidas ao ELISA para detecção de anticorpos anti-Ehrlichia canis. Pesquisa de mórulas de E. canis em papa leucocitária e pesquisa de formas amastigotas de L. infantum em citologia de linfonodos também foram realizadas.  Das 35 amostras séricas submetidas aos testes sorológicos, 13 amostras foram positivas no DPP®, contudo, 6 amostras foram confirmadas pelo ELISA, sendo 3 amostras positivas também para E. canis e as outras 7 amostras foram negativas na confirmação pelo ELISA, sendo 4 amostras positivas para E. canis. Além disso, 14 amostras apresentaram soropositividade apenas no ELISA para E. canis e 8 amostras foram negativas para todos os testes. Apenas 3 amostras de punção aspirativa de linfonodo apresentaram formas amastigotas de L. infantum e nenhuma mórula de E. canis foi encontrada no esfregaço de papa leucocitária. A especificidade permitiu identificar cães soropositivos no diagnóstico da LVC, sendo que a co-positividade em alguns cães deve-se a uma infecção prévia pelos dois agentes.

AVALIAÇÃO DA ESPECIFICIDADE DO ENSAIO IMUNOCROMATOGRÁFICO NO DIAGNÓSTICO DA LEISHMANIOSE VISCERAL EM CÃES NATURALMENTE EXPOSTOS EM ÁREA ENDÊMICA DA DOENÇA

DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.1392120074

Palavras chave: Cães. Ehrlichia canis. ELISA. Imunocromatografia. Leishmania infantum

Keywords: Dogs. Ehrlichia canis. ELISA. Immunochromatography. Leishmania infantum

Abstract:

Canine Visceral Leishmaniasis (CVL) is a chronic disease whose epidemiological data is intriguing since many infected animals have a serious disease that culminates in the death of the animal, while others are asymptomatic. In 2012, the DPP® immunochromatographic assay became the screening test and the ELISA the confirmatory test as the official diagnosis for CVL. However, several studies report cross-reactivity with other pathogens. Nevertheless, there are studies that describe the nonentity of cross-reactivity, but co-infection between agents. The present study aimed to compare the results of DPP® in dogs naturally infected by Leishmania infantum in an endemic area for CVL with seropositivity for Ehrlichia canis by the ELISA test. Serum samples from 35 dogs were submitted to DPP® for detection of anti-Leishmania infantum antibodies, and positive samples were submitted to ELISA for confirmation of CVL. All samples were submitted to ELISA for detection of anti-Ehrlichia canis antibodies. Research of E. canis morulae in leukocyte pap and research of amastigote forms of L. infantum in lymph node cytology were also carried out. Of the 35 serum samples submitted to serological tests, 13 samples were positive in DPP®, however, 6 samples were confirmed by ELISA, 3 samples were also positive for E. canis and the other 7 samples were negative in confirmation by ELISA, being 4 samples positive for E. canis. In addition, 14 samples showed seropositivity only in the ELISA for E. canis and 8 samples were negative for all tests. Only 3 samples of lymph node aspiration puncture showed amastigote forms of L. infantum and no E. canis morula was found in the leukocyte pap smear. The specificity allowed to identify seropositive dogs in the diagnosis of CVL, and the co-positivity in some dogs is due to a previous infection by both agents.

Autores

  • Flávia Paiffer
  • Andréa Cristina Higa Nakaghi
  • Aparecida Helena de Souza Gomes
  • Maria Paula Falcão dos Santos
  • Rodrigo Hidalgo Friciello Teixeira
  • Fábia Judice Marques Viroel
  • Wendel Tadeu da Silva