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A AVALIAÇÃO FORMATIVA COMO COROLÁRIO DO DIREITO FUNDAMENTAL DE EDUCAR

A importância da Educação tem sido discutida ao longo dos anos. Alçada à categoria de direitos humanos fundamentais, dispositivos normativos, inclusive de cunho internacional, resguardam o direito à educação. Os direitos humanos mantêm estreita relação com a dignidade humana, cujo princípio existe para proteger o ser humano, tornando-o titular de respeito por parte do Estado e de seus semelhantes. O ato de educar é um ato de respeito pelo ser humano. Formar um indivíduo significa promover o seu pleno desenvolvimento, no seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. O processo de aprendizagem compreende várias fases, mas para muitos professores e alunos, se encerra com a fase da avaliação. Comumente profissionais da educação se deparam com a dicotomia de que aula é aula e prova é prova, esquecendo-se de que a avaliação deveria permear todo o processo de aprendizagem, não como uma questão pontual, mas, sim, de forma cumulativa e contínua. O objetivo deste estudo bibliográfico é o de promover uma discussão no campo da avaliação, abordando aspectos da avaliação formativa. Os vários dispositivos legais aqui examinados, desde normas de cunho internacional, normas constitucionais, legais e infralegais pressupõem que a avaliação deve estar a serviço da educação, constituindo verdadeiro instrumento para analisar o desenvolvimento da construção da aprendizagem, permitir que se faça uma autoavaliação, replanejar as ações para que não haja lacunas na aprendizagem dos estudantes, de modo que consigam promover mecanismos de recuperação contínua das habilidades e competências que não foram alcançadas ao longo do processo de aprendizagem.

A AVALIAÇÃO FORMATIVA COMO COROLÁRIO DO DIREITO FUNDAMENTAL DE EDUCAR

DOI: 10.22533/at.ed.81921010220

Palavras chave: educação, práticas docentes, avaliação formativa direitos humanos.

Keywords: education, teaching practice, formative assessment, human rights.

Abstract:

Much has been discussed over the years about the importance of Education. Raised to the category of fundamental human rights, normative provisions, including those of an international nature, safeguard the right to education. Human rights have a close relationship with human dignity, whose principle exists to protect the human being, making him the holder of respect by the State and his fellow men. The act of educating is an act of respect for the human being. Educating an individual means promoting his full development, in his preparation for the exercise of citizenship and his qualification for work. The learning process comprises several phases, and for many teachers and students, it ends with the assessment phase. Commonly education professionals are faced with the dichotomy that class is class and assessment is assessment. They forget that assessment, in fact, should permeate the entire learning process, not as a one-off question, but in a cumulative and continuous way. The purpose of this bibliographic study is to promote a discussion in the field of assessment, addressing aspects of formative assessment. The various legal provisions examined here, from international standards, constitutional, legal and non-legal standards, assume that assessment must be at the service of education, constituting a true instrument to analyze the development of learning construction, allowing self-evaluation to be carried out, redesigning the actions so that there are no gaps in students' learning, so that they are able to promote mechanisms for the continuous recovery of skills and competences that were not achieved during the learning process.

Autores

  • José Carlos Silva
  • Andrea Wild
  • Cibele Mara Dugaich
  • Elisete Gomes Natário