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INTERFACE ENTRE EDUCAÇÃO POPULAR, EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA PARA A CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO E EDUCAÇÃO DO CAMPO: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EMERGENTES DOS MOVIMENTOS POPULARES

A relação entre Educação Popular e Educação do Campo é uma discussão recorrente nos Movimentos Sociais e em espaços acadêmicos. O presente artigo agrega à essa temática a Educação para a Convivência com o Semiárido e indaga: quais conexões teórico-conceituais entre os campos da Educação Popular, Educação do Campo e Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido, emergem da práxis dos movimentos sociais populares? A partir dessa questão buscamos problematizar a práxis dos movimentos sociais populares de modo a apontar desafios e perspectivas que se impõem no atual contexto. Trata-se de um estudo bibliográfico, de cunho qualitativo, com aporte teórico nos estudos de Freire (1979;1987; 1991;1996;); Gonh (2005); Warren (1993;1996); Caldart (2004) e Martins (2004; 2011). Os resultados indicam alguns pontos de consenso e discensos: a Educação Popular como princípio político-pedagógico na configuração da Concepção e das Práticas pedagógicas da Educação do Campo e do Semiárido; O princípio da contextualização e da emancipação como elementos consensuais às três perspectivas; A Educação para a Convivência com o Semiárido preocupa-se com grupos populares do campo e da cidade, circunscritos nos limites dessa região; A proposta de Convivência é o eixo orientador fundamental à Educação do e no Semiárido. Concluimos, por fim, que as três perspectivas compreendem a Educação como um direito humano fundamental, conforme declaração universal dos Direitos Humanos. Trata-se, portanto, de movimentos articulados em rede para a garantia de direitos que apontam para um outro mundo possível, com justiça social, tendo como horizonte a emancipação e humanização da sociedade.

INTERFACE ENTRE EDUCAÇÃO POPULAR, EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA PARA A CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO E EDUCAÇÃO DO CAMPO: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EMERGENTES DOS MOVIMENTOS POPULARES

DOI: 10.22533/at.ed.70321120223

Palavras chave: Educação para Convivência com o Semiárido. Educação do Campo e Educação Popular.

Keywords: Education for Coexistence with the Semi-Arid. Rural Education and Popular Education

Abstract:

The relationship between Popular Education and Rural Education is a recurring discussion in Social Movements and in academic spaces. This article adds to this theme Education for Living with the Semi-Arid and asks: what theoretical-conceptual connections between the fields of Popular Education, Rural Education and Contextualized Education for Living with the Semi-Arid, emerge from the praxis of popular social movements? Based on this question, we seek to problematize the praxis of popular social movements in order to point out challenges and perspectives that are imposed in the current context. It is a bibliographic study, of qualitative nature, with theoretical support in the studies of Freire (1979; 1987;1991; 1996;); Gonh (2005); Warren (1993; 1996); Caldart (2004) and Martins (2004; 2011). The results indicate some points of consensus and discourse: Popular Education as a political-pedagogical principle in the configuration of the Conception and pedagogical Practices of Rural and Semi-Arid Education; The principle of contextualization and emancipation as elements consensual to the three perspectives; Education for Coexistence with the Semi-Arid is concerned with popular groups from the countryside and the city, circumscribed within the limits of this region; The Coexistence proposal is the fundamental guiding axis for Education in and in the Semiarid Region. We conclude, finally, that the three perspectives understand Education as a fundamental human right, according to the universal declaration of Human Rights. It is, therefore, movements articulated in a network to guarantee rights that point to another possible world, with social justice, having as a horizon the emancipation and humanization of society.

Autores

  • Ana Célia Silva Menezes
  • Orlandil de Lima Moreira
  • Maria Margareth de Lima