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VIA ALIMENTAR DE PACIENTES EM CUIDADOS PALIATIVOS: AVALIAÇÃO DA PRÁTICA UTILIZADA EM UM HOSPITAL GERAL

A abordagem clínica por meio dos Cuidados Paliativos (CP) auxilia os que enfrentam doenças ameaçadoras à vida, visando a qualidade de vida, prevenção e alívio do sofrimento. Pacientes em fase avançada de doença comumente apresentam alterações nutricionais e da capacidade de deglutição. É fundamental a avaliação do risco e benefício da terapia nutricional, bem como a indicação de adaptações na dieta e na via alimentar. Para a avaliação clínica do paciente utiliza-se comumente a Escala de Performance Paliativa (PPS), uma ferramenta utilizada para acompanhar a curva evolutiva, auxiliando as tomadas de decisão e previsão de prognóstico. Objetivo: Verificar a via de alimentação prescrita e associá-la ao status funcional de pacientes em CP de um Hospital Público geral de Belo Horizonte. Métodos: Foi realizado estudo observacional, descritivo do tipo transversal com coleta de dados a partir de revisão dos prontuários, preenchimento de roteiro de observação e avaliação do status funcional do paciente através de aplicação do PPS. Resultados: Foram avaliados prontuários de 50 pacientes, maioria do sexo feminino e idoso. Quanto às patologias 48% possuíam Demência, 20% Câncer, 14% Insuficiências e 18% causas agudas ou neurológicas. Quanto à via alimentar 36% recebiam alimentos por via oral, 58% com nutrição enteral, 2% com nutrição parenteral, 2% com via mista e 2% estavam com dieta suspensa. A maioria dos resultados (52%) apontou impossibilidade de alimentação por via oral, justificando a indicação da via alimentar alternativa. Pela classificação do PPS, 80% dos avaliados tinham PPS≤ 30%, e 20% com PPS entre 40% e 60%, sendo que dentre os pacientes com escore ≤ 30%, 72,5% se alimentavam por via artificial. Conclusão: Identificou-se um alto número de via artificial de alimentação utilizada, especialmente, para os pacientes em fase final de vida.

VIA ALIMENTAR DE PACIENTES EM CUIDADOS PALIATIVOS: AVALIAÇÃO DA PRÁTICA UTILIZADA EM UM HOSPITAL GERAL

DOI: 10.22533/at.ed.08321020222

Palavras chave: cuidados paliativos, nutrição, via alimentar, via alimentar alternativa, Escala de Performance Paliativa.

Keywords: palliative care, nutrition, feeding route, alternative food routes, Palliative Performance Scale.

Abstract:

Palliative care is an approach that assists patients and their families facing life-threatening illnesses through the promotion of quality of life, prevention and alleviation of suffering. Patients in advanced stages of disease commonly present changes in their nutritional status, appetite, and swallowing capacity. It is essential to evaluate the risks and benefits of nutritional therapy and also if there are any concrete recommendations for adapting their diet and feeding routes. The Palliative Performance Scale (PPS) is commonly used to improve medical care and the evaluation of patients. It is a tool that allows you to monitor the evolutionary curve providing aid for decision making and prognostic forecasting.                                           Objective: Verify the prescribed feeding route and associate it with the functional status of patients in palliative care of a General Public Hospital in Belo Horizonte. Methods: An observational, descriptive study of the cross-sectional type was performed with data collection from the review of the charts, completion of the observation script and evaluation of the patient's functional status through PPS implementation.Results: The medical records of 50 patients, mostly female and elderly, were evaluated. As for the pathologies, 48% had Dementia, 20% Cancer, 14% Insufficiencies, and 18% acute or neurological causes. As for the feeding route, 36% received oral foods, 58% had enteral nutrition, 2% had parenteral nutrition, 2% had a mixed route, and 2% had a suspended diet. Regarding the recommendation of the alternative feeding route, the majority of the results (52%) indicated the impossibility of feeding via oral route. According to the PPS classification, 80% of the patients evaluated had PPS ≤ 30%, and 20% had PPS between 40% and 60%. Among the patients with a score ≤ 30%, 72.5% were artificially fed. Conclusion: A high number of artificial feeding routes was identified, especially for patients in the final stage of life.  

Autores

  • João Pedro Rolla De Leo
  • Bruna Martins Alves Bento
  • Flávia de Fatima Martins Faria
  • Camila Rabelo Monteiro de Andrade
  • Ana Maria Miranda de Araujo
  • Fernanda Silva Trindade Luz