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REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NA INGLATERRA: BERÇO DE TRANSFORMAÇÕES SOCIOECONÔMICAS QUE INFLUENCIARAM TODA A HUMANIDADE

Pretende-se neste artigo abordar aspectos que circundam o entendimento acerca da primeira Revolução Industrial na Inglaterra e seus desdobramentos de cunho econômico, político e social, bem como a visão de economistas a respeito dos acontecimentos deste período. Nota-se que em meados do século XVIII a Inglaterra vivenciou mudanças de caráter primordialmente econômicos que viriam a afetar os mais diversos aspectos da história em um momento conhecido como a Revolução Industrial. Neste período, inovações tecnológicas no âmbito industrial e agrícola na Inglaterra. A inserção de máquinas no processo produtivo gera progressivos ganhos de produtividade, tornando seu bem final altamente competitivo nos mais diversos mercados. Entretanto, a inserção da política de cercamentos, bem como o surgimento do capitalismo industrial influem diretamente no êxodo urbano, e consequente inchaço populacional nas grandes cidades. A inserção da maquinofatura traz alternância com amplitudes tangíveis a aspectos sociais, especificamente no escopo psicológico do trabalhador, que perde sua autoridade, conhecimento e arbitrariedade dentro do processo produtivo, tornandose estritamente vinculado a um capitalista que o insere em uma linha de produção, deturpando seu conhecimento e o vinculando a uma única e repetitiva tarefa em péssimas condições de trabalho, sem direitos e a uma remuneração baixíssima. Portanto, entendese que a Revolução Industrial representa uma ruptura total com diversos pontos produtivos e econômicos, tornando-se primordial para o estabelecimento do capitalismo industrial e para impactos profundos na relação entre o trabalhador e o capital e, desta forma, de evidente importância no debate do capitalismo industrial e história econômica geral.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NA INGLATERRA: BERÇO DE TRANSFORMAÇÕES SOCIOECONÔMICAS QUE INFLUENCIARAM TODA A HUMANIDADE

DOI: 10.22533/at.ed.15518201212

Palavras chave: Revolução Industrial. Inovações. Transformações Socioculturais.

Keywords: Industrial Revolution. Innovation. sociocultural transformations

Abstract:

This article aims to address aspects that surround the understanding of the first Industrial Revolution in England and its economic, political and social developments, as well as the economists’ view of the events of this period.It is noted that in the middle of the eighteenth century England experienced primarily economic changes of character that would affect the most diverse aspects of history at a time known as the Industrial Revolution. In this period, technological innovations in the industrial and agricultural scope in England. The insertion of machines in the productive process generates progressive gains of productivity, making it´s final good highly competitive in the most diverse markets. However, the insertion of the enclosure policy as well as the emergence of industrial capitalism directly influence the urban exodus, and consequent population swelling in the big cities. The insertion of “maquinofatura” brings alternation with amplitudes tangible to social aspects, specifically in the psychological scope of the worker, who loses his authority, knowledge and arbitrariness within the productive process, becoming strictly linked to a capitalist who inserts him into a production line, Distorting his knowledge and linking him to a single and repetitive task in bad working conditions, without rights and very low remuneration. Therefore, it is understood that the Industrial Revolution represents a total rupture with diverse productive and economic points, being essential for the establishment of industrial capitalism and for deep impacts on the relation between the worker and the capital and, therefore, of evident importance in the debate of industrial capitalism and general economic history.

Autores

  • Michele Lins Aracaty e Silva