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capa do ebook AS CONTROVERTIDAS QUESTÕES DO ESTÁGIO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DE PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO

AS CONTROVERTIDAS QUESTÕES DO ESTÁGIO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DE PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO

 No contexto da acumulação flexível

e em face dos processos de intensificação da

precarização do trabalho constata-se que o uso

da força de trabalho por meio de contratos de

estágio constitui importante mecanismo para

a redução dos gastos com a compra desta

mercadoria por parte dos empregadores. A

aprovação da Le n.º 11.788 de 2008, conhecida

como “lei do estágio”, por outro lado, parece

ter instituído um novo padrão protetivo aos

trabalhadores estagiários que é defendido

pelos próprios contratados – em face de suas

necessidades concretas de sobrevivência e

permanência no espaço de formação – e pelas

instituições de ensino e concedentes. Não

obstante se avalie que o conteúdo da referida

norma configurou importantes avanços, após

sua aprovação, inúmeras propostas legislativas

foram apresentadas na Câmara Federal com

vistas a alterar o seu texto e incluir novas

regras que, aparentemente, elevariam ainda

mais aquele padrão protetivo. Nossa hipótese

de trabalho, no entanto, é de que essas

proposições acabam contribuindo para a

criação e manutenção de um contingente de

trabalhadores de segunda categoria e servindo

de referência para as pretensões de redução do

conteúdo das normas gerais de regulação das

relações laborais ou, ainda, para a consolidação

e legitimação das novas regras instituídas pela

recente contrarreforma trabalhista aprovada no

Brasil em 2017. Essas questões não podem

ser desconsideradas no debate sobre o estágio

profissional, notadamente na área do serviço

social.

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AS CONTROVERTIDAS QUESTÕES DO ESTÁGIO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DE PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO

  • DOI: Atena

  • Palavras-chave: Trabalho. Precarização. Estágio profissional.

  • Keywords: Work. Precariousness. Professional internship.

  • Abstract:

    Within the context of flexible

    accumulation and in view of processes of

    intensifying the precariousness of work, it is

    observed that the use of labor force through

    internship contracts is an important mechanism

    used by the employers to reduce the expenses

    with the purchase of this merchandise. The

    approval of Law no. 11,788 from 2008, known

    as the “internship law”, on the other hand,

    seems to have established a new protective

    standard for interns, which is defended by the

    contractee themselves - given their concrete

    needs for survival and permanence in the

    training environment - and by educational

    and grantor institutions as well. Although it is

    observed that the content of the aforementioned

    law represented important progress, after

    its approval numerous legislative proposals

    were submitted to the Federal Board in order 

    to amend its text and include new rules that would apparently raise the protective

    standard even further. Our working hypothesis, however, is that these propositions

    end up contributing to the creation and maintenance of a contingent of second-class

    workers and serving as a reference for the claims to reduce the content of the general

    norms for regulation of labor relations or even to consolidate and legitimize the new

    rules instituted by the recent labor counter-reform approved in Brazil in 2017. These

    issues can not be disregarded in the debate on the professional internship, especially

    in the area of social work.

  • Número de páginas: 15

  • Jaime Hillesheim
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